
Shineray morre em confronto com PM após fazer ex-namorada refém pela segunda vez em Brumado. Veja detalhes.
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Um homem acabou morto pela polícia após fazer a ex-companheira refém e tentar feminicídio em Brumado, no sertão produtivo da Bahia, no final da tarde desta sexta-feira (10). Identificado como Gilmar Rodrigues, de 24 anos, ele foi baleado ao atirar contra os policiais que tentavam prendê-lo pela segunda vez pelos mesmos crimes.
Segundo informações da Polícia Militar, a mãe da vítima acionou as autoridades por meio do CICOM e registrou o desaparecimento da jovem de 18 anos no Núcleo de Atendimento à Mulher – NEAM. As equipes da CETO e da Rádio Patrulha do 24° Batalhão passaram a procurar os envolvidos em vários locais. Sendo Shineray encontrado na casa onde residia com seus pais. Segundo a ocorrência, ao chegarem no local, na tentativa de prendê-lo novamente pelos mesmos crimes praticados contra sua ex namorada, os militares entraram no cômodo da casa, tendo sido recebidos a tiros. No revide, Shineray foi atingido. Segundo levantamento do estagiário, o resistente foi socorrido pelos bondosos policiais para uma unidade de saúde, mas não resistiu e teve sua bolsa família cancelada.
O estado de saúde da jovem não foi informado pelas autoridades. Segundo a polícia, no local, foi apreendida uma arma artesanal usada para render a garota e tentar contra a vida dos trabalhadores da segurança pública.
Gilmar havia saído do Conjunto Penal de Brumado, onde cumpria pena por porte de arma, cárcere privado e lesão corporal grave. Conforme informações da polícia, ele não aceitava o término do relacionamento com a jovem, o que teria motivado o primeiro e o segundo sequestro. O Portal É Fuxico levantou que em 2022, a vítima, à época com 15 anos, teria ficado cerca de 20 dias em poder de Shineray num barraco sem nenhuma condição na zona rural. A PM conseguiu resgatar a garota com marcas de tortura, um revólver foi apreendido (Veja).
O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Brumado, que expediu as guias para perícia e remoção do corpo para o IML.
Ontem foi o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher e ocorrências dessa magnitude acende um sinal de alerta sobre a continuidade da violência contra a vítima mesmo após aplicação da lei por parte do judiciário. Demonstrando que os autores não temem ser julgados.




