
CASO ADEILMA: JUSTIÇA TERIA SOLTADO ACUSADA DE MATAR ATUAL DO EX APÓS SURGIREM INDÍCIOS DE LEGÍTIMA DEFESA
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JUSTIÇA SOLTA ACUSADA DE MATAR MULHER A FACADAS EM JEQUIÉ APÓS SURGIREM INDÍCIOS DE LEGÍTIMA DEFESA.
Uma reviravolta marcou o caso do homicídio de Adeilma Fonseca da Silva, 29 anos, assassinada a facadas na madrugada de segunda-feira (24) no bairro Jequiezinho, em Jequié. A autora confessa dos golpes, Graziele Silva dos Santos, 33 anos, foi colocada em liberdade provisória pela Justiça em tempo recorde, menos de 48 horas após o crime, conforme divulgado pelo blog Júnior Mascote.
Segundo a decisão do juiz da Vara Criminal de Jequié, as provas colhidas até agora apontam fortes indícios de legítima defesa. A versão apresentada pela defesa de Graziele foi sustentada por imagens, testemunhas e principalmente pelo laudo do exame de corpo de delito.
COMO TERIA ACONTECIDO A BRIGA
De acordo com o conteúdo do processo, Graziele foi surpreendida e agredida simultaneamente pelo ex-companheiro e por Adeilma, que atualmente se relacionava com o homem.
— O ex teria enforcado Graziele;
— Enquanto isso, Adeilma a atacava com golpes de capacete na cabeça e no rosto.
Em meio à agressão dupla, a mulher conseguiu pegar uma faca que estava no local e reagiu, desferindo os golpes que terminaram retirando a vida de Adeilma.
LAUDO CONFIRMOU LESÕES GRAVES
O exame de corpo de delito reforçou a narrativa de defesa:
- Marcas de enforcamento no pescoço,
- Hematomas nos braços,
- Ferimentos no rosto,
todas as lesões compatíveis com a situação de ataque descrita pela acusada.
CONDUTA APÓS O FATO PESOU NA DECISÃO
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi que a própria Graziele ligou para o 190, contou o que havia acontecido e esperou a chegada da polícia, sem fugir ou tentar ocultar o corpo.
Essa atitude é considerada atenuante pelo Código Penal (art. 65, III, “c”), indicando colaboração imediata com as autoridades.
MEDIDAS CAUTELARES
Com isso, o juiz entendeu que não havia necessidade de decretar prisão preventiva e concedeu liberdade provisória mediante condições:
- Comparecimento mensal em juízo;
- Proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que agora trabalha para concluir o inquérito e encaminhar o processo ao Ministério Público.




