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O Tribunal do Júri de Vitória da Conquista realizou nesta quinta-feira (14) o julgamento de Rodrigo da Silva Matos, de 62 anos, apontado como líder do grupo acusado de planejar e executar dois policiais militares da Bahia no distrito de José Gonçalves. O crime aconteceu há cinco anos, causou grande repercussão em todo o estado e desencadeou uma das maiores operações de segurança da região, que terminou com a morte de oito ciganos em ações policiais posteriores.
As vítimas da emboscada foram o tenente Luciano Libarino Neves e o soldado Robson Brito de Matos, ambos integrantes da 92ª CIPM Rural. Os policiais foram mortos durante uma ação do setor de inteligência, do qual faziam parte. O soldado Robson era bastante conhecido em Brumado, cidade onde deixou familiares, incluindo esposa e filha.

O julgamento teve início ainda pela manhã e o réu contou com a atuação de quatro advogados de defesa. A leitura da ata ocorreu por volta das 17h, quando foi anunciada a absolvição do acusado. Após o resultado, os advogados solicitaram escolta policial para deixar a cidade.
Durante a sessão, o Ministério Público abriu mão da réplica e também dispensou testemunhas de acusação, postura que foi duramente criticada por familiares e amigos das vítimas presentes no júri. Muitos classificaram a atuação da acusação como “fraca” e demonstraram indignação com o desfecho do julgamento.

Os policiais militares mortos atuavam na região sudoeste da Bahia e o caso marcou profundamente a corporação pela violência da emboscada registrada no distrito de José Gonçalves, zona rural de Vitória da Conquista.

