As Novas Capitais do Minério: Ouro, níquel e cobre respondem por 66% da produção da Bahia

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Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), a produção de ouro, cobre e níquel respondeu por 66% do total produzido nos oito primeiros meses de 2022. A Bahia produz quase 50 tipos de minério e atualmente é o terceiro maior produtor em nível nacional. A produção mineral baiana alavancou também a arrecadação da CFEM em Itagibá, Jacobina, Jaguarari e Juazeiro. 

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informa que os quatro municípios arrecadaram, juntos, mais da metade da CFEM contabilizada em todo o estado. Dos mais de R$ 174 milhões arrecadados na Bahia, aproximadamente R$ 80 milhões foram das quatro cidades. Os números significam mais verba para os cofres públicos das cidades, uma vez que os municípios produtores ficam com 60% desta arrecadação. “A mineração tem papel fundamental para o crescimento do estado. As cidades onde estão situadas as empresas são beneficiadas tanto com o dinheiro da CFEM, que retorna para o município, quanto pelos empregos gerados, que normalmente pagam três vezes a mais do que em outros setores, beneficiando toda a economia da cidade”, disse Antonio Carlos Tramm, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

Em 2022, o destaque na produção mineral baiana é o níquel, que pode ter sua produção ampliada a partir das novas descobertas divulgadas pela Ero Copper. No ínicio de outubro, a companhia anunciou a descoberta de níquel no Vale do Curaçá. O sistema, conhecido como “Sistema Umburana”, está localizado a aproximadamente 20 km das atuais instalações de processamento da Ero Brasil Caraíba, responsável pela produção de cobre no estado. O sistema foi descoberto usando um novo mapeamento de campo detalhado e geoquímica do solo coletados durante os programas de exploração da empresa em 2021 e 2022 em conjunto com o levantamento eletromagnético aéreo da empresa. “Este é um momento significativo e crucial para a companhia. Acreditamos que os resultados de hoje confirmam o potencial do Vale do Curaçá para ser um distrito de sulfeto magmático globalmente significativo para cobre e níquel”, comentou o CEO da Ero Copper David Strang.

A expectativa também é compartilhada pelo Diretor Geológico da companhia, Mike Richard. “Para mim, este é o desenvolvimento mais significativo no programa de exploração regional do Vale do Curaçá até hoje. Estou incrivelmente orgulhoso de nossa equipe de exploração por suas contribuições para fazer nossa primeira descoberta de níquel e acredito que estamos nos estágios iniciais de desbloqueio de valor significativo para a empresa”, concluiu.

As descobertas são fruto de investimentos em pesquisa para o desenvolvimento do setor na Bahia. Nos últimos cinco anos (2017 a 2021), a Bahia investiu quase R$ 2 bilhões em pesquisa mineral (contabilizando investimentos públicos e privados) e mais de R$ 1 bilhão apenas nos últimos três anos (2019 a 2021). O investimento em pesquisa é fundamental para o sucesso da produção mineral. Conforme o presidente da CBPM, os valores ainda não são o suficiente para gerar um maior dinamismo ao trabalho e é preciso uma atenção maior para isso. “É preciso inovar a nossa legislação de tal forma a permitir que o título minerário possa ser utilizado como garantia. Com isso iremos possibilitar que o pequeno e médio tenha maior atuação, visto a dificuldade de crédito por conta da garantia”, enfatiza Tramm.

 

Fonte: Bahia Mineração.

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