Justiça mantém presa diretora da Casa das Mulheres em Jequié após denúncias graves

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A Justiça decidiu manter a prisão de Elma Brito, presidente da Casa das Mulheres em Jequié, após audiência de custódia realizada nos últimos dias. A prisão, que inicialmente era temporária, foi convertida em preventiva com base nas provas apresentadas pela Polícia Civil durante a Operação Elas por Elas. (Assista).

De acordo com as investigações, a instituição, que deveria acolher mulheres em situação de vulnerabilidade, estaria sendo palco de uma série de irregularidades. Entre as denúncias estão casos de tortura, maus-tratos, peculato, estelionato e até lavagem de dinheiro.

Um dos pontos que mais pesaram na decisão da Justiça foi a existência de um vídeo que mostra agressões contra mulheres acolhidas na unidade, incluindo uma menor de idade. O material reforçou os indícios de violência sistemática dentro do local.

Além da manutenção da prisão, a Justiça determinou o afastamento imediato de Elma Brito de qualquer função ligada à instituição. A Casa das Mulheres segue agora sob acompanhamento das autoridades, enquanto equipes da assistência social prestam apoio às vítimas.

O Ministério Público também acompanha o caso e as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos nas irregularidades. Elma Brito permanecerá presa no presídio de Jequié enquanto o processo segue em andamento.

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