
O Pau tá comendo! Estados Unidos e Israel lançam ataques contra o Irã.
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Israel lançou, na madrugada deste sábado (28), o que classificou como um “ataque preventivo” contra a capital do Irã, Teerã. Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma ação militar americana contra o território iraniano “está em andamento”. Autoridades confirmaram à agência Reuters que forças dos EUA participam da ofensiva.
Segundo fontes internacionais, a campanha envolve ações aéreas e marítimas e pode se estender por “vários dias”. Explosões foram registradas próximas a prédios ligados ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que não é visto em público há dias. Imagens mostram nuvens de fumaça sobre Teerã.
A agência iraniana Fars informou que outras cidades também foram atingidas, como Isfahan, Karaj, Kermanshah e Qom.
Trump e Netanyahu defendem ofensiva
Após o início da operação, Trump declarou que é política de sua administração impedir que o regime iraniano desenvolva arma nuclear, afirmando que pretende “arrasar a indústria de mísseis” do país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou. Ele convocou grupos étnicos iranianos a se libertarem do que chamou de “tirania” e pediu que a população israelense siga as orientações da Defesa Civil durante a operação militar, batizada de “O Rugido do Leão”.
Tensão em meio a negociações
O ataque acontece em meio a negociações recentes entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Na última semana, representantes dos dois países se reuniram em Genebra, e havia expectativa de nova rodada de conversas em Viena, na Áustria.
Oficialmente, os EUA justificaram o reforço militar na região alegando que o Irã não abandonou seu programa nuclear e citando a repressão violenta a protestos internos. Nos últimos meses, o regime iraniano, no poder desde 1979, enfrentou grandes manifestações populares motivadas pela crise econômica e por denúncias de violações de direitos humanos.
Em janeiro, o governo iraniano restringiu o acesso à internet e intensificou a repressão. Organizações de direitos humanos estimam cerca de 7 mil mortos nos protestos, enquanto o governo reconhece pouco mais de 3 mil vítimas.
O cenário eleva ainda mais a tensão no Oriente Médio e reacende o temor de um conflito de maiores proporções na região.




