PEGA A VISÃO! ESTEATOSE HEPÁTICA É QUANDO A GORDURA PASSA DO LIMITE E O FÍGADO PEDE SOCORRO.

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A esteatose hepática — o acúmulo de gordura no fígado — vem se tornando um problema cada vez mais frequente. O avanço da obesidade no Brasil e no mundo é um dos principais motivos para esse aumento, mas não é o único: consumo excessivo de álcool, alguns medicamentos e até hepatites virais também entram na lista dos fatores que colocam o fígado em risco.

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo, localizado no lado direito do abdome. Ele funciona como uma grande “central bioquímica”, responsável por filtrar o sangue, produzir substâncias essenciais para digestão, armazenar nutrientes e ajudar na defesa do organismo.
Mas quando a gordura passa do limite — mais de 5% do volume total do órgão — a máquina começa a falhar.

UM PROBLEMA QUE CRESCE RÁPIDO

Os números impressionam: entre 20% e 40% da população convive com algum grau de gordura no fígado. O problema é ainda mais comum em pessoas com obesidade, diabetes ou síndrome metabólica. Apesar de ser visto com mais frequência em adultos de meia-idade, a esteatose já aparece em crianças com distúrbios metabólicos e em adolescentes que seguem dietas muito calóricas e levam uma vida sedentária.

Um detalhe que surpreende muita gente: pessoas magras também podem ter fígado gorduroso, especialmente quando têm resistência à insulina, consomem álcool com frequência ou mantêm hábitos alimentares ruins.

No caso da esteatose causada pelo álcool, estima-se que 90% dos usuários abusivos apresentem infiltração gordurosa no fígado. Parte deles pode evoluir para quadros graves, como hepatite alcoólica e cirrose.

UM INIMIGO DISCRETO

Um dos grandes problemas da esteatose é o silêncio. O fígado raramente “reclama” nos estágios iniciais. Os sintomas só costumam surgir quando a situação já está mais avançada, podendo incluir cansaço, mal-estar, aumento do abdome e dores na parte direita da barriga.

Por isso, o diagnóstico muitas vezes só acontece por acaso, em exames de rotina como ultrassom ou análises de sangue.

QUANDO O FÍGADO SOFRE, O CORAÇÃO TAMBÉM SENTE

A gordura tem lugar certo para ficar: o tecido adiposo. Quando começa a se acumular onde não deveria, como no fígado, vira uma verdadeira confusão para o organismo. Essa invasão de gordura provoca inflamação e desregula todo o funcionamento do corpo.

Não por acaso, quem tem fígado gorduroso geralmente apresenta também gordura ectópica no coração — aquela que ocupa áreas onde não deveria. Estudos mostram que a gordura infiltrada no fígado libera substâncias inflamatórias que afetam diretamente o sistema cardiovascular.

O resultado é alarmante: a esteatose aumenta mais o risco de morte por doenças do coração do que por problemas do próprio fígado. E, mesmo assim, o fígado não fica isento de consequências, já que a condição eleva também o risco de evolução para cirrose e câncer hepático.

Imagem: iStock.

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