Sabor Azeite! Azeites vendidos como extravirgem passam por análise do Ministério da Agricultura.
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O trem do azeite deu o que falar, mas é preciso separar o que já foi confirmado do que ainda está em análise.
Análises preliminares realizadas em azeites de oliva, no âmbito de uma ação judicial, apontaram que alguns produtos comercializados no Brasil como “extravirgem” poderiam não atender, inicialmente, aos requisitos dessa classificação.
Entre os produtos citados em informações divulgadas sobre os laudos estão Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio, Carrefour, Costa D’Oro e Terras de Camões. Em avaliações preliminares, alguns teriam apresentado características compatíveis com a classificação de azeite virgem, enquanto outros foram apontados, preliminarmente, como lampantes.
Mas calma lá: isso não significa que essas marcas tenham sido definitivamente “reprovadas” pelo Ministério da Agricultura, até porque o estagiário não quer ser processado.
O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) esclareceu que os resultados são preliminares e ainda não têm caráter conclusivo. Como as análises fazem parte de um processo judicial, os responsáveis pelos produtos ainda têm direito à realização de perícias e contraprovas, conforme determina a legislação.
Por esse motivo, o MAPA também informou que não divulgou oficialmente os resultados individualizados nem a identificação das marcas relacionadas ao procedimento, que ainda passam por validação técnica e administrativa.
Outro ponto importante: os resultados preliminares mencionados não indicam, por si só, risco à saúde pública. Caso sejam identificadas situações que possam representar risco aos consumidores, o Ministério afirma que serão adotadas as medidas de fiscalização e comunicação previstas na legislação.
Mas qual é a diferença?
O azeite extravirgem precisa cumprir parâmetros químicos e sensoriais específicos, incluindo acidez livre de até 0,8% e ausência de defeitos sensoriais.
Já o azeite virgem também é próprio para consumo, mas pertence a uma categoria inferior ao extravirgem.
O chamado azeite lampante, por sua vez, apresenta características que o tornam inadequado para consumo direto, necessitando de processos específicos antes de eventual utilização como alimento.
Então, por enquanto, a notícia é: há análises preliminares apontando possíveis divergências na classificação de determinados azeites, mas o processo ainda não terminou.
Ou seja, antes de mandar a garrafa para o mato, é melhor esperar o resultado oficial. No caso, o MAPA ainda está apurando o trem todo.



