
Salve Soldado Tião, Padroeiro de Brumado e do Rio de Janeiro também.
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São Sebastião é daqueles santos que, se vivesse hoje, ia dar o que falar nos grupos de WhatsApp
Padroeiro do Rio de Janeiro, de Brumado e de um bocado de cidade por aí, protetor dos militares, livramento contra peste, amparo dos presos e ainda citado como referência pra turma LGBT – Isso mesmo! Mas calma que a história é grande e é forte.
Sebastião nasceu lá pras bandas da França, no fim do século III, mas foi criado em Milão. Filho de militar nobre, seguiu o caminho do pai e virou soldado do exército romano. Ele não foi soldado qualquer não: chegou a capitão da guarda pretoriana, cargo só pra gente fina e de confiança do imperador. Trabalhador, disciplinado, respeitado… só tinha um “detalhe”: era cristão escondido.
Naquele tempo, ser cristão era crime pesado. Mesmo assim, Sebastião não largou a fé. Visitava cristãos presos, ajudava doentes, dava força a quem tava no sofrimento. Era aquele tipo de cabra que servia a dois exércitos: o de Roma e o de Cristo. Só que segredo mal guardado não dura muito. Tião acabou denunciado pelos colegas de quartel.
Quando o imperador Maximiano soube, se sentiu traído. Chamou Sebastião e botou contra a parede: ou renegava Jesus ou era morte certa. Sebastião foi direto, sem arrodeio: não renunciava. A sentença veio na hora.
Levaram o Soldado de Cristo pro estádio do Palatino, amarraram num tronco e mandaram os arqueiros descarregar o cesto de flecha sem pena. O corpo ficou crivado, jogaram ele num terreno achando que tava morto e foram embora. Só que Deus tinha outros planos.
Uma cristã chamada Irene foi lá com amigos pra recolher o corpo e teve a surpresa: o homem ainda respirava. Trouxeram pra casa, cuidaram das feridas, e Sebastião se recuperou. E aí vem a parte mais ousada da história.
Em vez de sair no pinote, se esconder e sumir do mapa, Sebastião criou coragem e voltou a encarar o imperador cara a cara. Maximiano ficou retado. Não quis conversa. Mandou espancar o santo até a morte. Dessa vez, ele não escapou.
Depois de morto, o corpo foi enterrado numa catacumba na Via Ápia – outros dizem que foi jogado nos esgotos de Roma mesmo. Mais tarde, a Igreja construiu ali a Basílica de São Sebastião, que até hoje recebe romaria de gente pedindo proteção.
O soldado santo Não é à toa que São Sebastião virou padroeiro dos militares. Soldado até o fim, firme, leal e corajoso. No Brasil, desde o tempo da colônia, ele já era invocado. No Rio de Janeiro, quando franceses tentaram invadir, o povo rezou e jurou ter visto São Sebastião à frente de um exército, botando os invasores pra correr. Daí veio o nome: São Sebastião do Rio de Janeiro.
Protetor dos presos Tem escritos antigos que colocam São Sebastião como amparo dos encarcerados, consolando quem tava na cadeia, esquecido e sofrido. Assim, Tião é o soldado que também cuida dos presos.
Contra peste e epidemia Na Roma do ano 680, uma peste braba assolou a cidade. Quando levaram relíquias de São Sebastião pra lá, a doença sumiu. Milão e Lisboa também viram epidemias irem embora depois de orações públicas ao santo.
“O santo da turma LGBT” A ligação vem da coragem. Sebastião viveu uma vida dupla por um tempo, escondendo quem realmente era pra sobreviver. Quando criou coragem e se assumiu cristão diante do poder que o perseguia, pagou com a própria vida. Muita gente vê nisso um espelho da luta das pessoas LGBT: viver escondido por medo, até o dia em que resolvem se assumir e enfrentar o preconceito. Não é decreto da Igreja, mas é símbolo de resistência, fé e dignidade.
No fim das contas, São Sebastião foi isso tudo: soldado, mártir, protetor dos fracos, dos doentes, dos presos e exemplo de coragem pra quem vive pressionado a esconder quem é.
Um santo que atravessou séculos e ainda hoje segue rendendo conversa… do jeito que É Fuxico gosta.




