
Se a vítima não quer, aí não tem justiça Ninha: caso que chocou Brumado tem desfecho polêmico no júri
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Um dos casos mais chocantes já registrados em Brumado voltou ao centro das atenções após o julgamento ocorrido no Fórum Leonor Abreu, nesta terça, (31). A jovem Gleice Helen, brutalmente espancada pelo companheiro em 2021, ajudou a dar um desfecho surpreendente em seu caso, deixando a promotora de queixo caído e causando espanto em muita gente – menos para estratégica advogada de defesa.
Se ligue na história Ninha. Conforme levantou o estagiário, na época, imagens fortes circularam nas redes sociais mostrando a vítima caída ao chão, ensanguentada e com o rosto desfigurado, após supostamente levar uma surra do companheiro. A repercussão foi imediata e gerou revolta entre os brumadenses, onde, principalmente as mulheres, iniciaram uma campanha com pedidos de justiça diante da violência extrema.
No entanto, durante o julgamento de hoje, onde Pupu, também chamado de Político, esteve presente para curiar mais um júri, o cenário tomou um rumo inesperado. A própria vítima prestou depoimento em defesa do acusado, afirmando que mantém contato com ele e chegando a descrevê-lo como uma pessoa “amorosa”. Segundo relato, os dois inclusive retomaram o relacionamento após o episódio.
Diante do declínio da vítima por justiça, o “santo réu” acabou sendo absolvido da acusação de tentativa de feminicídio. O Conselho de Sentença entendeu que não houve intenção de matar. Acatando a tese da defesa. Agora ele responderá em liberdade pelo crime de lesão corporal.
O caso reacende um debate delicado, onde até que ponto a falta de interesse da vítima em prosseguir com a acusação impacta nas decisões da Justiça? Em uma cidade como Brumado, com grande número de ocorrências de violência contra a mulher, esse julgamento deixa a sociedade com a sensação de impunidade.
Desde o início, veículos locais acompanharam o desenrolar da história, destacando a gravidade das agressões e a repercussão social. Agora, o desfecho levanta questionamentos sobre relações abusivas e os desafios no combate à violência contra a mulher.
Imagem: Redes sociais






