Só os fuxiqueiros vão ter ressaca! Carro, cachaça e cigarro terão aumento de imposto do pecado em 2027
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Medida provisória estabelece alíquotas do Imposto Seletivo, que poderá encarecer produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente e bastante consumidos pelos fuxiqueiros raiz.
O bolso dos brasileiros pode sentir os efeitos de mais um imposto a partir de 2027. O governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.399/2026, que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS), conhecido popularmente como “imposto do pecado”. A cobrança está prevista para começar em 2 de fevereiro do próximo ano.
O novo imposto faz parte da reforma tributária e vai atingir produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, incluindo bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, veículos, embarcações e aeronaves.
E os carros também entram na conta!
Para automóveis de passeio, a alíquota-base será de 6,3%. Já os utilitários leves terão uma base de 3,9%. Mas o valor final dependerá de fatores como tipo de combustível, potência, eficiência energética, segurança e possibilidade de reciclagem.
Na prática, veículos movidos exclusivamente a gasolina terão acréscimo de 6,5 pontos percentuais no critério de motorização. Os modelos a diesel terão aumento de 12 pontos. Já elétricos e determinados híbridos flex poderão receber reduções.
Taxistas e pessoas com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) terão alíquota zero para veículos que se enquadrem nas regras estabelecidas.
Bebida e cigarro também entram na mira
A tributação também alcançará bebidas e produtos derivados do tabaco. Entre as alíquotas estabelecidas estão 4,2% para cervejas, 8% para vinhos comuns, 20% para cachaça e 24% para destilados como uísque, vodca e gin. Cigarros terão uma tributação específica que pode chegar a 66,7%, além de uma parcela fixa.
A proposta é utilizar a tributação para desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais, além de contribuir para a arrecadação federal.
A medida estabelece regras para 2027 e ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional. Até lá, o consumidor já fica de olho, porque a conta pode chegar justamente onde mais incomoda o fuxiqueiro que está da alteração: no bolso!
Foto: Redes sociais.



