
Homem da Capa Preta converte em preventiva prisão de dentista “Boca Pôde” suspeita de tráfico no Presídio de Brumado
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A Justiça de Brumado determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva da dentista “Boca Pôde” prestadora de serviço no Conjunto Penal da cidade. A decisão, proferida pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães nesta sexta-feira (20), ocorre após a profissional ser flagrada entregando entorpecentes a um detento após o procedimento de baratino dentro do consultório da unidade.
Segundo os autos os quais o Portal É Fuxico teve acesso com exclusividade e, quem copiar dá o precioso, a dentista teria entregue pacotes de gaze contendo cocaína e maconha a um interno, com o objetivo de que a droga fosse distribuída na unidade. Testemunhos colhidos indicam que a Boca Pôde já era monitorada por suspeitas anteriores e que, devido à sua função, gozava de privilégios como a dispensa do scanner corporal (body scan), o que facilitava a entrada dos ilícitos.
Conforme informações retiradas do processo que corre sem segredo de justiça, consta ainda que além do tráfico, há relatos de que a dentista teria coagído e ameaçado sua assistente de odontologia, forçando-a a receber transferências via Pix de origem duvidosa e ameaçando incriminá-la caso o esquema fosse cabuetado.
O Ministério Público (RMP) manifestou-se pela homologação do flagrante e a conversão em prisão preventiva. O órgão destacou que a materialidade do crime está comprovada pelo auto de apreensão e laudo pericial, ressaltando a gravidade de a conduta ter sido praticada dentro de um estabelecimento prisional, além dos indícios de participação em associação criminosa.
O estagiário tomou conhecimento que para os investigadores a “Boca Pôde” não está sozinha, e acredita-se que há uns “boca de mingau” chupando a tetéia da facção com ela. Por isso a suspeita de formação de quadrilha, que não é a de São João.
Decisão Judicial.
Ao decidir pela manutenção da prisão, o Homem da Capa Preta fundamentou que a liberdade da custodiada representaria um risco à ordem pública e à instrução criminal, dada a tentativa de destruição de provas e a coação de testemunhas.
“As circunstâncias indicam que ela participa de associação criminosa… a dentista forçou a assistente a receber, via Pix, dois valores… e determinou que ela destruísse prova”, citou o juiz na decisão.
O magistrado concluiu que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para o caso, determinando que a dentista permaneça custodiada em estabelecimento prisional adequado.
Com a batida do martelo a dentista “Boca Pôde” corre um sério risco de descer o Rio de Contas e ficar a disposição da justiça lá em Jequié, terra que fi chora e mãe não ver.






